segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A VITÓRIA DA DILMA

A VITÓRIA DA DILMA
Após a vitória da Dilma Rousseff, podemos fazer uma avaliação mais isenta do que foi a campanha eleitoral e das consequências e participação dos diversos segmentos da sociedade brasileira, pois esta campanha, teve ingredientes "novos" na sua trajetória. Foi uma campanha com componentes apelativos que marcaram, de forma negativa, a história política de alguns personagens e até de partidos.
A forma como se deu a busca pelo poder, por parte dos demotucanos e do Serra, foi sórdida, maquiavélica, suja e caluniosa, onde o candidato colocou a sua vontade e a sua necessidade de tornar-se presidente, como único foco e utilizou-se para isso, de todo e qualquer mecanismo, por mais reprovável que tenha sido, para conseguir os seus objetivos. Bom para o Brasil que não tenham conseguido os seus intúitos.
Serra e seus asseclas - O Serra partiu para o ataque direto à Dilma, utilizando os meios mais reprováveis para isso: a) insinuações sobre a homossexualidade da sua oponente, através das redes sociais na internet; b)afirmação de que a Dilma era a favor da morte de criancinhas (através de sua mulher, Monica Serra); c)afirmação de que Dilma era maior que Jesus Cristo (disseram que a candidata disse que nem Jesus a impediria de ganhar as eleições no primeiro turno) através da internet; d)divulgaram ser a Dilma, a favor do aborto, embora, a candidata negasse; e)questionaram a crença da Dilma, afirmando que ela não acreditava em Deus; f)afirmaram ser a Dilma, terrorista e assaltante, utilizando-se de informações de um período que a grande maioria dos brasileiros, não gostariam de ver repetido, a Ditadura; g) promessa demagógica e enganosa de aumentar para 600 reais o salário mínimo; h) criar o 13º para o bolsa família, quando passaram oito anos afirmando ser uma bolsa eleitoreira; i) simulação de uma agressão sofrida que o levou a fazer uma tomografia, digo simulação, pois, a única agressão sofrida, claramente mostrada, foi com uma bolinha de papel. Poderíamos usar todo o alfabeto, para descrever a forma como foi feita a campanha do Serra, mas acredito já ser o suficiente para termos uma ideia do que foi e para registro de uma campanha que não pode ser repetida, para o bem da democracia. As consequências de todas essas mentiras e calúnias para o candidato, somente o futuro dirá.
A Mídia - Nunca antes, na história desse país, nem mesmo na campanha de 1989, do Lula contra o Collor, ou , em 2006, do Lula contra o Alckimin, observamos uma entrega total e absurda da grande mídia para um candidato, como foi o engajamento da mídia pró-Serra em 2010. Foram meses atacando o governo Lula e a sua candidata Dilma Rousseff, através das revistas semanais, principalmente, a Veja que trazia ataques de capas semanalmente e não publicava nada que pudesse ser negativo para o Serra; através dos jornais diários, principalmente, a Folha de São Paulo, o Globo e o Estadão, este, pelo menos, assumiu defender a campanha do Serra, com manchetes negativas para a candidata governista; através do Jornal Nacional e Bom dia Brasil, criando um clima desfavorável a candidata do governo e escondendo os fatos negativos para o candidato oposicionista. Foi alimentado por estes órgãos, as mentiras e calúnias divulgadas na internet, dando um "ar" de veridicidade aos boatos, a ponto de "criarem" uma agressão ao candidato Serra, com a apresentação de imagens que não mostravam claramente, nem definia o objeto que supostamente, teria sido lançado contra o candidato, vale salientar, que diversos artigos foram lançados na blogosfera, mostrando a manipulação das imagens para beneficiar o Serra, neste caso. Este fato ira ficar para sempre, na história das manipulações de uma rede de televisão para favorecer um candidato. A Globo não é primária nestas manipulações eleitorais, já fez isso contra o Brisola e contra o Lula. Precisamos tirar uma lição destas eleições e decidirmos que tipo de mídia temos e que tipo de mídia queremos para o nosso futuro.
Igrejas - Os setores mais radicais e conservadores das igrejas católicas e protestantes, resolveram entrar nesta campanha e promoveram ataques constantes e mentirosos contra a Dilma, trazendo à tona, sentimentos primitivos do ser humano e da religiosidade que deixarão marcas e consequências nocivas à sociedade. O preconceito foi um desses sentimentos exacerbado por esses setores da igreja e da campanha do Serra, que infelizmente, mesmo após as eleições, continuam fazendo parte do dia a dia do brasileiro.
Esses foram alguns dos ingridientes que agrediram à democracia e que deve ser eliminada do debate democrático. Candidatos não podem fazer do jogo democrático, algo que deponham contra a moral, contra os bons costumes e contra a democracia.

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