quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Encontro com blogueiros no Palácio do Planalto

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

LULA CRIA 15 MILHÕES DE EMPREGOS

GOVERNO LULA E 15 MILHÕES DE EMPREGOS
O governo Lula deverá chegar em dezembro, com a criação de 15 milhões de empregos formais, até setembro de 2010, foram 14.725.039 empregos. Este número é muito superior a soma dos governos anteriores, Sarney, Collor, Itamar e Fernando Henrique (este 8 anos), que juntos, criaram 10,4 milhões, descontando os 2,2 milhões negativos do governo Collor, foram 8,2 milhões empregos criados em 18 anos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O CONTRASTE NA DIPLOMACIA BRASILEIRA

Reproduzo artigo de Argemiro Ferreira, publicado na revista CartaCapital:
O êxito da diplomacia brasileira é festejado em toda parte por governos estrangeiros e pela mídia internacional. Mas na mídia nacional só há espaço (nas páginas impressas e na tevê) para opiniões de certos ex-diplomatas que serviram ao Itamaraty no governo FHC e obstinam-se em desacreditar a política externa e o País em artigos, entrevistas e debates. Revistas como Foreign Policy e Time, dos Estados Unidos, a alemã Der Spiegel, os jornais franceses Le Monde e Le Figaro, o espanhol El País, o britânico Financial Times e outros são pródigos em elogios ao novo papel do Brasil no mundo. Já as famílias Marinho, Civita, Frias e Mesquita, em O Globo, Veja, Folha e Estadão, abominam o "protagonismo" de Lula. Esse pecado horroriza Celso Lafer, ex-colega de FHC na USP. De família ilustre, ele foi ministro do Exterior de Collor às vésperas da renúncia e voltou ao cargo nos extertores do governo FHC. Ao atacar Lula em artigo recente, acusou a política externa de "busca de prestígio" e "voluntarismo". Com Collor e FHC optava pela submissão silenciosa à vontade das potências. Só a elas caberia discutir o que fosse relevante. Ensinou Juracy Magalhães: "Se é bom para os EUA, é bom para o Brasil". Submissa foi ainda a conduta pessoal de Lafer como ministro quando ia aos EUA: tirava os sapatos para policiais no aeroporto. Submeteu-se, além disso, à autoridade de segundo escalão da diplomacia norte-americana, o embaixador John Bolton, que o mandou obrigar o diplomata brasileiro José Bustani a deixar o cargo para o qual fora eleito na ONU. Licenciado do Itamaraty, o embaixador Bustani era diretor da Organização para a Proibição de Armas Químicas. Pelo regulamento os EUA deveriam levar sua proposta ao voto dos países membros. Mas Lafer capitulou: retirou o apoio do Brasil ao diplomata e o isolou no Itamaraty. Bustani só foi reabilitado no governo Lula. Será "protagonismo" preferir dignidade a capitulação? Ou liderar ação global contra a fome? Proposto pelo Brasil, tal esforço, a que logo se somaram os presidentes da França, do Chile e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, veio no primeiro ano de Lula. Reuniões em Roma e Nova York, adesões em toda parte. Metas foram fixadas para 2015. E o Brasil, como confirmou a ONU mês passado, cumpre sua parte: lidera o ranking mundial dos países que reduziram a pobreza. É performance, mais do que protagonismo. Nada a ver com o sugerido pelos ex-diplomatas nos veículos das famílias da grande mídia. A ofensiva enfurecida contra a política externa tem protagonistas: os ex-ministros Lafer e Luiz Felipe Lampreia, e ex-embaixadores como Roberto Abdenur, Sérgio Amaral e Carlos Azambuja, além do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), que Lampreia, criou quando ainda chanceler com recursos de embaixadas e entidades estrangeiras. O êxito da política externa choca o grupo de aposentados, que transforma em alvo prioritário o ex-colega Celso Amorim, chamado por Foreign Policy "o melhor ministro do Exterior do mundo". Ali David Rothkopf ainda escreveu que 2009 foi "o melhor ano para o Brasil desde o Tratado de Tordesilhas (1494)". Outros alvos dos ex-diplomatas, além de Amorim e do próprio Lula, são o atuante ministro Samuel Pinheiro Guimarães, e o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. O grupo chega a extremos na ânsia de explicar o contraste entre a inércia passada e o dinamismo do momento atual vivido pelo Brasil. Na vertente diplomática da campanha eleitoral, manipularam-se bordões, imagens e símbolos para desmerecer triunfos. O diálogo com líderes cuja imagem é vilanizada na mídia - Chávez, Fidel, Ahmadinejad - vira sabotagem da democracia, dos direitos humanos e da não proliferação nuclear. Aos olhos dos detratores a substância do diálogo é menos relevante do que a imagem distorcida. Depois da visita de Lula a Teerã, por exemplo, uma cidadã americana, antes cumprindo pena, procurou na ONU o chanceler Amorim. Na conversa, expressou seu agradecimento ao presidente pelo que fizera a favor da libertação dela. Mas no Brasil a campanha obsessiva de oito anos às vezes parece até destinada a elevar ex-diplomatas ao status de estrelas de novela tal a frequência com que surgem na tevê. A atividade deles exige habilidade, claro. Têm de zelar pelas relações privilegiadas com a mídia que lhes reserva o espaço. A má-fé fica clara quando retratam o presidente como marionete de Chávez, Fidel ou outros líderes demonizados. A desproporção entre peso e potencial do Brasil e seu líder e os que supostamente o "controlam" basta para expor a ficção grotesca. A suspeita é de que nem quem dissemina as versões acredita nelas. Entendo a frustração dos aposentados: devia ser FHC a brilhar no palco do mundo. No continente é notório o fascínio exercido por Lula, capaz até de influir em eleições na Bolívia, Equador, El Salvador, Uruguai, Paraguai. Observe-se ainda a atual presença da China no Brasil, como maior parceiro comercial, lugar que era dos EUA. Apesar de serem commodities o grosso das exportações para a China, já há esforço em andamento para mudar o quadro, reforçado ainda pela disposição de empresas chinesas para investir aqui. Este ano aquele país torna-se o que mais investe no Brasil (10 bilhões de dólares), em especial em projetos de infraestrutura e telecomunicações -– um desmentido irônico às alegações de que depois de FHC a política externa só aposta no fracasso, em países pobres demais. As apostas são no respeito à independência política e autodeterminação, não em sistemas políticos, religiões e costumes. A democracia é outra aposta explícita. Em Honduras o Brasil apoiou a devolução do poder ao presidente legítimo, eleito pelo povo e deposto por militares que o arrancaram da cama, de pijama, e o enfiaram num avião para fora do país. Nossa diplomacia e o resto do continente rejeitaram a violência, apesar do recuo dos EUA – que abriu a porta a mais golpes na região. Der Spiegel, a mais importante revista semanal de informação da Alemanha, destacou em maio de 2010 - num longo artigo sobre nossa diplomacia, "Lula Superstar" - a ação do Brasil no exterior. Deu ainda a explicação do próprio Lula, de que está curando "antigo complexo de vira-lata" dos nossos diplomatas perante os EUA e a Europa. A revista também contou que em 2003, na grande estreia internacional de Lula na cúpula do G-8 em Evian, França, todos estavam sentados no salão do hotel à espera de George W. Bush. Ao chegar o presidente dos EUA, os demais se levantaram - menos Lula. Para o brasileiro, o gesto não fazia sentido: antes ninguém se levantara à chegada dos outros. O que os Lafer, Lampreia & cia. parecem não entender, ao pôr em dúvida a atuação do Brasil - e na ilusão de uma marcha a ré para diplomacia igual à deles, do medo e da omissão - é que o mundo vive processo de mudança, acelerado por um reexame à luz da crise financeira global, da qual o país saiu bem, melhor do que a maioria.
Fonte: Altamiro Borges.










INCÊNDIOS EM FAVELA E SURTOS RACISTAS
Do Blog do Eduardo Guimarães, Cidadania.com.
Há certos assuntos que revolver pode ser assustador porque quanto mais se cava, mais se encontra. Um desses casos é a questão do racismo e da xenofobia que crescem em São Paulo diante de todos – imprensa, polícia, Executivo, Legislativo, Judiciário e a própria sociedade – sem que providências de verdade sejam adotadas, pois o problema só faz crescer.
É aterrador, o que vem agora. Aliás, leitores anteciparam que certa linha de pensamento sobre o assunto seria abordada neste espaço. Até porque, no antigo blog, o Cidadania.com, fora abordada episodicamente e, em seguida, abandonada por falta de convicção em sua consistência.
Tudo mudou com o surto de racismo que explodiu em São Paulo. É assustador, mas as ações concretas empreendidas contra nordestinos pobres, favelados e negros podem não estar se restringindo só a insultos pelas redes sociais da internet ou a propostas de segregação racial documentadas e “assinadas” pelos autores.
Não se pode dizer, em hipótese alguma, que os cães que ladram são os mesmos que mordem. Pode-se dizer, contudo, que por conta dos que ladram alguns podem estar sendo estimulados a morder.
Uma breve pesquisa na internet revela que em 2009 contabilizaram-se cerca de 14 incêndios em favelas. (11 de janeiro, 11 de fevereiro, 10 de março, 17 de abril, 01 de maio, 26 de junho, 16 e 30 de agosto, 09 e 11 de outubro, 02 e 23 de novembro e 05 e 19 de dezembro). Todos em São Paulo. Em 2010, até setembro, com o incêndio da favela Real Parque, contabilizavam-se 53 incêndios.
Se os dados estiverem errados, será um prazer corrigir. Mas não deve ser muito diferente disso. Ao menos na internet não se acha facilmente dados diferentes. Quem tiver algum reparo ou correção a eles, fará um grande favor informando. Nem que seja para desmontar esta reflexão alarmante.
Mas, enfim, qual é o significado dessa contabilidade macabra? Há algum significado, aliás? É uma questão absurda ou estará ficando cada vez mais evidente que pode – e o que se está dizendo, apenas, é que meramente PODE – haver uma relação entre os fatos surto de racismo e incêndios recordes em favelas?
Parece crível que alguma coisa assim PODE estar acontecendo por conta de indícios mais do que consistentes. Não seria correto, porém, atribuir nomes de culpados. Seria uma irresponsabilidade e quem cometê-la pode comprar uma bela dor de cabeça. Contudo, isso não exclui a necessidade de haver mais investigação do que está havendo.
Aliás, vamos dizer as coisas como elas são: é escandalosa a investigação pífia dos incêndios em favelas tanto quanto escandaliza a difusão de idéias literalmente fascistas que vinham sendo ditas abertamente até que surgisse o caso da tal estudante de Direito cujo nome nem é bom mais citar para não transformar uma garota destrambelhada em bode expiatório.
Aproxima-se um ponto em que se as autoridades locais não demonstrarem maior empenho em investigar e punir os crimes supramencionados alguém terá que provocar o Ministério Público Federal e, obviamente, a Polícia Federal. Tomara que não seja preciso recorrer a essa alternativa em defesa da civilização de um Estado como São Paulo.
CIVILIZAÇÃO OU BARBÁRIE
Excelente o texto do Professor Emir Sader, na Carta Maior.
Civilização ou barbárie
por Emir Sader, na Carta Maior
Esse é o lema predominante no capitalismo contemporâneo. Universalizado a partir da Europa ocidental, o capitalismo desqualificou a todas outras civilizações como ‘bárbaras”. A ponto que, como denuncia em um livro fundamental, Orientalismo, Edward Said, o Ocidente forjou uma noção de Oriente, que amalgama tudo o que não é Ocidente: mundo árabe, japonês, chinês, indiano, africano, etc. etc. Fizeram Ocidente sinônimo de civilização e Oriente, o resto, idêntico a barbárie.
No cinema, na literatura, nos discursos, civilização é identificada com a civilização da Europa ocidental – a que se acrescentou a dos EUA posteriormente. Brancos, cristãos, anglo-saxões, protestantes – sinônimo de civilizados. Foram o eixo da colonização da periferia, a quem queriam trazer sua “civilização”. Foram colonizadores e imperialistas.
Os EUA se encarregaram de globalizar a visão racista do mundo, através de Hollywood. Os filmes de far west contavam como gesto de civilização as campanhas de extermínio das populações nativas nos EUA, em que o cow boy era chamado de “mocinho” e, automaticamente, os indígenas eram “bandidos, gestos que tiveram em John Wayne o “americano indômito”, na realidade a expressão do massacre das populações originárias.
Os filmes de guerra foram sempre contra outras etnias: asiáticos, árabes, negros, latinos. O país que protagonizou o mais massacre do século passado – a Alemanha nazista -, com o holocausto de judeus, comunistas, ciganos, foi sempre poupada pelos nortemamericanos, porque são iguais a eles – brancos, anglo-saxões, capitalistas, protestantes. O único grande filme sobre o nazismo foi feito pelo britânico Charles Chaplin – O grande ditador -, que teve que sair dos EUA antes mesmo do filme estrear, pelo clima insuportável que criaram contra ele.Os países que supostamente encarnavam a “civilização” se engalfinharam nas duas guerras mundiais do século XX, pela repartição das colônias – do mundo bárbaro – entre si, em selvagens guerras interimperialistas.
Essa ideologia foi importada pela direita paulista, aquela que se expressou no “A questão social é questão de polícia”, do Washington Luis – como o FHC, carioca importado pela elite paulista -, derrubada pelo Getúlio e que passou a representar o anti-getulismo na politica brasileira. Tentaram retomar o poder em 1932 – como bem caracterizou o Lula, nada de revolução, um golpe, uma tentativa de contrarrevolução -, perderam e foram sucessivamente derrotados nas eleições de 1945, 1950, 1955. Quando ganharam, foi apelando para uma figura caricata de moralista, Jânio, que não durou meses na presidência.
Aí apelaram aos militares, para implantar sua civilização ao resto do país, a ferro e fogo. Foi o governo por excelência dessa elite. Paz sem povo – como o Serra prometia no campo: paz sem o MST.
Veio a redemocratização e essa direita se travestiu de neoliberal, de apologista da civilização do mercado, aquela em que, quem tem dinheiro tem acesso a bens, quem não tem, fica excluído. O reino do direito contra os direitos para todos.
Essa elite paulista nunca digeriu Getúlio, os direitos dos trabalhadores e seus sindicatos, se considerava a locomotiva do país, que arrastava vagões preguiçosos – como era a ideologia de 1932. Os trabalhadores nordestinos, expulsados dos seus estados pelo domínio dos latifundiários e dos coronéis, foi para construir a riqueza de São Paulo. Humilhados e ofendidos, aqueles “cabeças chatas” foram os heróis do progresso da industrialização paulista. Mas foram sempre discriminados, ridicularizados, excluídos, marginalizados.
Essa “raça” inferior a que aludiu Jorge Bornhausen, são os pobres, os negros, os nordestinos, os indígenas, como na Europa “civilizada” são os trabalhadores imigrantes. Massa que quando fica subordinada a eles, é explorada brutalmente, tornava invisível socialmente.
Mas quando se revela, elege e reelege seus lideres, se liberta dos coronéis, conquista direitos, com o avança da democratização – ai são diabolizadas, espezinhadas, tornadas culpadas pela derrota das elites brancas. Como agora, quando a candidatura da elite supostamente civilizada apelou para as explorações mais obscurantistas, para tentar recuperar o governo, que o povo tomou das suas mãos e entregou para lideres populares.
É que eles são a barbárie. São os que chegaram a estas terras jorrando sangue mediante a exploração das nossas riquezas, a escravidão e o extermínio das populações indígenas. Civilizados são os que governam para todos, que buscam convencer as pessoas com argumentos e propostas, que garantem os direitos de todos, que praticam a democracia. São os que estão construindo uma democracia com alma social – que o Brasil nunca tinha tido nas mãos desses supostos defensores da civilização

A VITÓRIA DA DILMA

A VITÓRIA DA DILMA
Após a vitória da Dilma Rousseff, podemos fazer uma avaliação mais isenta do que foi a campanha eleitoral e das consequências e participação dos diversos segmentos da sociedade brasileira, pois esta campanha, teve ingredientes "novos" na sua trajetória. Foi uma campanha com componentes apelativos que marcaram, de forma negativa, a história política de alguns personagens e até de partidos.
A forma como se deu a busca pelo poder, por parte dos demotucanos e do Serra, foi sórdida, maquiavélica, suja e caluniosa, onde o candidato colocou a sua vontade e a sua necessidade de tornar-se presidente, como único foco e utilizou-se para isso, de todo e qualquer mecanismo, por mais reprovável que tenha sido, para conseguir os seus objetivos. Bom para o Brasil que não tenham conseguido os seus intúitos.
Serra e seus asseclas - O Serra partiu para o ataque direto à Dilma, utilizando os meios mais reprováveis para isso: a) insinuações sobre a homossexualidade da sua oponente, através das redes sociais na internet; b)afirmação de que a Dilma era a favor da morte de criancinhas (através de sua mulher, Monica Serra); c)afirmação de que Dilma era maior que Jesus Cristo (disseram que a candidata disse que nem Jesus a impediria de ganhar as eleições no primeiro turno) através da internet; d)divulgaram ser a Dilma, a favor do aborto, embora, a candidata negasse; e)questionaram a crença da Dilma, afirmando que ela não acreditava em Deus; f)afirmaram ser a Dilma, terrorista e assaltante, utilizando-se de informações de um período que a grande maioria dos brasileiros, não gostariam de ver repetido, a Ditadura; g) promessa demagógica e enganosa de aumentar para 600 reais o salário mínimo; h) criar o 13º para o bolsa família, quando passaram oito anos afirmando ser uma bolsa eleitoreira; i) simulação de uma agressão sofrida que o levou a fazer uma tomografia, digo simulação, pois, a única agressão sofrida, claramente mostrada, foi com uma bolinha de papel. Poderíamos usar todo o alfabeto, para descrever a forma como foi feita a campanha do Serra, mas acredito já ser o suficiente para termos uma ideia do que foi e para registro de uma campanha que não pode ser repetida, para o bem da democracia. As consequências de todas essas mentiras e calúnias para o candidato, somente o futuro dirá.
A Mídia - Nunca antes, na história desse país, nem mesmo na campanha de 1989, do Lula contra o Collor, ou , em 2006, do Lula contra o Alckimin, observamos uma entrega total e absurda da grande mídia para um candidato, como foi o engajamento da mídia pró-Serra em 2010. Foram meses atacando o governo Lula e a sua candidata Dilma Rousseff, através das revistas semanais, principalmente, a Veja que trazia ataques de capas semanalmente e não publicava nada que pudesse ser negativo para o Serra; através dos jornais diários, principalmente, a Folha de São Paulo, o Globo e o Estadão, este, pelo menos, assumiu defender a campanha do Serra, com manchetes negativas para a candidata governista; através do Jornal Nacional e Bom dia Brasil, criando um clima desfavorável a candidata do governo e escondendo os fatos negativos para o candidato oposicionista. Foi alimentado por estes órgãos, as mentiras e calúnias divulgadas na internet, dando um "ar" de veridicidade aos boatos, a ponto de "criarem" uma agressão ao candidato Serra, com a apresentação de imagens que não mostravam claramente, nem definia o objeto que supostamente, teria sido lançado contra o candidato, vale salientar, que diversos artigos foram lançados na blogosfera, mostrando a manipulação das imagens para beneficiar o Serra, neste caso. Este fato ira ficar para sempre, na história das manipulações de uma rede de televisão para favorecer um candidato. A Globo não é primária nestas manipulações eleitorais, já fez isso contra o Brisola e contra o Lula. Precisamos tirar uma lição destas eleições e decidirmos que tipo de mídia temos e que tipo de mídia queremos para o nosso futuro.
Igrejas - Os setores mais radicais e conservadores das igrejas católicas e protestantes, resolveram entrar nesta campanha e promoveram ataques constantes e mentirosos contra a Dilma, trazendo à tona, sentimentos primitivos do ser humano e da religiosidade que deixarão marcas e consequências nocivas à sociedade. O preconceito foi um desses sentimentos exacerbado por esses setores da igreja e da campanha do Serra, que infelizmente, mesmo após as eleições, continuam fazendo parte do dia a dia do brasileiro.
Esses foram alguns dos ingridientes que agrediram à democracia e que deve ser eliminada do debate democrático. Candidatos não podem fazer do jogo democrático, algo que deponham contra a moral, contra os bons costumes e contra a democracia.

FIM DE UMA CAMPANHA

FIM DE UMA CAMPANHA
Dei uma pausa nos posts, devido a campanha eleitoral, primeiro porque as informações que nos chegavam através da grande mídia, eram de uma pobreza jornalística, quando não chegava a lixo, que não valia a pena comentar e segundo, por precisar contribuir com a campanha da Dilma, através do convencimento das pessoas, seja pessoalmente, seja através das trocas de informações virtuais. Isto, foi necessário, principalmente, no segundo turno. Valeu a pena, o projeto de avanço do país, iniciado com o governo Lula, pode ter continuidade e avanços, com a eleição da Dilma Rousseff, o que certamente, não aconteceria com a outra candidatura. Parabéns para o Brasil. Agora, volto a postar regularmente.